Cooperativa de São José do Rio Preto (SP) faz a coleta deste tipo de material há 10 anos.

Com o isolamento social determinado durante o período de pandemia da Covid-19, o setor da construção civil ficou aquecido. Os moradores passaram a investir em pequenas reformas e, com isso, o número de empregos gerados na área aumentou.
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Diante da alta no setor, a construção civil passou a produzir mais resíduos sólidos. Segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), estes materiais podem representar entre 50% e 70% da massa dos resíduos sólidos urbanos.
Por isso, a destinação correta é indicada para contribuir com o meio ambiente e com a renda de diversas famílias.
Em São José do Rio Preto (SP), uma cooperativa realiza a coleta e reciclagem de resíduos da construção civil há 10 anos. Em média, duas toneladas são recolhidas e separadas semanalmente pela cooperativa. Depois, o material é vendido para as indústrias de reciclagem.
“A parte da gestão do resíduo sólido da construção traz a responsabilidade dessa destinação correta, então os materiais que antigamente seriam levados para um aterro, são enviados para a reciclagem”, afirma o analista ambiental Leandro Padovan.
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Entre os itens mais valorizados, estão os canos de PVC e fios de cobre. O valor arrecadado é dividido para mais de 60 cooperados.
“Ajuda muito, porque todo material tem seu valor. Então ele agrega na renda das cooperadas”, explica Mayra de Souza, uma das funcionárias da cooperativa.
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A destinação correta dos resíduos sólidos é lei e gera uma cadeia econômica positiva. Porém, ela ajuda também no controle de gastos dos empreendimentos, segundo o arquiteto e urbanista Marcelo Cury.
“Um plano de gerenciamento de resíduos bem elaborado e seguido à risca consegue mostrar até o desperdício de materiais de uma obra, porque ele prevê várias fases do empreendimento e todos os tipos de resíduos que são gerados.”
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Portanto, o descarte correto dos resíduos representa economia aos investidores do ramo, renda para cooperados e benefícios para o meio ambiente.
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